Um olhar para a evolução do conceito de moda e luxo no Oscar em uma só ilustração

Hoje estava passeando (trabalhando) on-line e vi uma publicação da Bullett Magazine que achei digna de reservar 5 minutinhos do dia, antes de ir pra avenida e curtir o Carns (#sqn), para atualizar o blog.

Como boa amante de cinema e de um tapete vermelho que se preze que sou, estou ansiosa por domingo – não para ver a Mangueira na Sapucaí, e sim pelo Oscar! E o que me chamou atenção hoje foi justamente uma ilustração cheia de mini ilustrações de T O D O S os vestidos usados pelas atrizes vencedoras do prêmio de “Melhor Atriz” desde o ano de 1929! O trabalho foi organizado pela Media Run Digital, uma agência de marketing britânica. A ideia central foi justamente destacar os looks mais comentados em uma das noites mais phynas e esperadas do ano, já que passado algum tempo (leia-se meses para os memória-menos-afortunados) é comum esquecermos do visual dessas mulheres (que, acreditem, influencia – e muito – na moda – especialmente a moda festa – do ano em questão).

Para o pessoal do Media Run, entre as motivações para encarar a tarefa estava a chance de depois de completa e durante sua realização poder perceber como o conceito de estilo se transforma com o passar das décadas. E eles realmente deram conta do desafio e em uma imagem nos fazem avaliar essas mudanças. Vemos a elegância clássica valorizada na década de 1950 em alguns vestidos usados nesse período, algumas das extravagâncias da moda dos anos 80 e a cada ano ali representado dá para fazer uma leitura rápida (e de certa forma superficial, mas não tanto! rs) do que esteve em voga (oquefoiopurocremedogramour) ano após ano.

Além do design em si, é bacana reparar nas marcas/designers que assinam as peças e conforme vemos trabalhos diferentes de uma mesma grife em diferentes períodos, podemos ter uma ideia também das transformações na estética trabalhada por ela. Outro ponto que achei interessante foi a evolução do quesito “luxo/elegância/pompa” com o passar do tempo. A princípio, pelos primeiros vestidos da ilustração, as atrizes se produziam sim, mas não com todo o primor e ostentação que é comum hoje.

Bom, feitas as minhas observações (e isso não é nem metade delas! rs), fica a imagem e o convite para analisarem também!

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A propósito, quanta gente que não foi receber o prêmio, né? Acho que até eu, se fosse algo nível Oscar, vestiria meu melhor sorriso e ostentaria o troféu pós um discurso de agradecimento bem lindo e nada longo (haha impossível!).

#postespecialmentededicadoparaosex-alunosdemoda  #loveindumentária rsrs

Alex & Sierra, um caso de paixão e vício instantâneos

Uma das melhores coisas de poder tirar uma hora (pelo menos) por dia pra fazer algo que eu goste puramente por prazer é que geralmente são nessas horas que eu vasculho livros, filmes ou álbuns/cds (e aqui, agora, leia-se o Youtube) e me deparo, ou reencontro, com verdadeiros “achados”. E hoje quando me presenteei com um “break” de dez minutos pra só procurar uma versão diferente de uma música que eu estou escutando no repeat tem dois dias (Let her Go do Passenger, excelente por sinal), dei o play justo no cover da dupla/casal Alex & Sierra, concorrentes do The X Factor USA desse ano. E desse primeiro play, os dez viraram 80 minutos, tempo em que eu assisti TODAS as performances deles no decorrer do programa (com direito a “replay” nas que logo me ganharam, claro).

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Não sei se foi porque eles cantaram não uma, nem duas, mas várias das músicas que estão entre a minha enorme lista de preferidas (ou que são de alguns dos músicos que mais admiro) ou se foi porque eles são simplesmente adoráveis e no segundo vídeo que assisti (o da audição deles) a maneira que eles se apresentaram, a escolha e adaptação da música (Toxic da Britney Spears em uma versão super sexy e cool, bem num estilo próximo ao que o pessoal do Glee adaptou), as brincadeirinhas deles, a cumplicidade, a vergonha, o medo, a pegada folk, o visual meio “corky” (e essa é uma expressão que eu não consigo encontrar uma palavra em português pra traduzir o que o termo representa e o quanto descreve esses dois, talvez “desajeitados”, mas não estou satisfeita ainda)… Enfim, só logo na audição eles mandaram muito bem nos quesitos: nenizice e fofura – mais que o suficiente pra fazer chorar no final da apresentação. Aliás, essa foi só a primeira que me arrancou algumas lágrimas, em seguida, algumas mais o fizeram.

Na realidade, mesmo não acompanhando a competição em tempo real e sem ainda ter pesquisado todos os outros concorrentes, dá pra sentir que eles já tinham tudo pra sair dessa milionários desde o começo. Quem é que não se apaixona muito mais por um casal que tem uma sintonia incrível e dá pra sentir isso a 12i91092102910km de distância, através de uma telinha de computador? Só acho que só pessoas sem coração não se renderiam a eles.
Bom, que eu me rendi e desde que comecei a escrever o post estou só ouvindo a versão em estúdio das músicas que cantaram (clica aqui!) já deu pra perceber, e os downloads de todas as músicas já foi feito pra ir direto pro carro. Mas o que mais me deixou surpresa é que a Sierra só canta há um ano e meio!!! E ela começou meio sem maiores intenções, acompanhando o namorado (eles namoram há dois anos) em showzinhos em bares Florida afora. Ah, e ela antes de cantar sempre teve um pezinho nas artes, já que foi bailarina durante 11 anos e sempre viajava para dançar – pra melhorar – sapateado irlandes (tipo, quem me conhece sabe o que isso significa para mim). Bom e ela ao lado dele fica mais boba e ele é nenis “por demais”! E eu falei, falei e não disse nada. Só me declarei aqui. Mas a ideia central é que eles são tão mas tão apaixonantes que quando eu já tinha visto mais de metade dos vídeos já tinha em mente que queria escrever sobre Alex & Sierra aqui no blog, que tava desativado há quase um ano. É por “achados” como o de hoje que eu comecei esse blog e é por “achados” como esse que eu pretendo, sempre que possível, voltar aqui e compartilhar as coisinhas “muito amor” que existem por aí.

Esse cover de “You’re the one that I want” é muito lindo, e me lembra uma versão dos irmãos Angus & Julia Stone igualmente incrível!

No decorrer do post incluí alguns vídeos de alguns dos covers que eu mais escutei hoje a tarde. Nem sei dizer qual é o meu preferido, na realidade. Mas o “top vários” tem espaço pra uns que não coloquei aqui. Vou citar como sugestão de play: “Falling Slowly” (dos irlandeses, amor antigo, do The Swell Season ❤ ), “Gravity” (acho que ficou até mais linda do que a versão original da Sara Bareilles – e é uma das melhores que eles apresentaram no “The X”), “Little Things” (da banda amorzinho Of Monsters and Men) e até “Blurred Lines” (do Robin Thicke) eles conseguiram deixar bem “massinha”. Difícil foi escolher os vídeos que eu iria incluir aqui! Sério mesmo! Além dessas e dos vídeos anteriores, um que me deixou arrepiada e também ganhou lágrimas foi a versão pra “Say Something”, música lindíssima que o A Great Big World lançou recentemente com a participação da Xtina Aguilera. A original é doce, forte e suave ao mesmo tempo e traz de volta uma Christina que há tempos não aparecia, e a versão deles cantando, no cenário, com a Sierra no piano (tocando em frente a alguém pela primeira vez na vida!!!), é imperdível – principalmente porque eles simplesmente não desviam o olhar um do outro e ignoram total a plateia. O que torna tudo muito mais sublime. Aliás, a escolha pra final não poderia ter sido melhor! Não é a toa que ganharam!

E eu guardei o melhor pro final. Pra terminar o post, o vídeo da audição deles, que pode se resumir a um intenso e genuíno OUN! (Presta atenção no jeito que ele responde quando o Simon pergunta se eles são irmãos. rsrs #neniscuteandfun)

Post longo e de elogios mil e isso porque faz tempo mesmo que eu não me encantava tão rápido com algo/”alguéns” e porque, de verdade, cada palavra, gesto e olhar que eles trocam parece tão genuíno que dá uma invejinha da branca dos dois being nenis and rich tchuguédah. Espero que façam tanto sucesso  pós a gravação do álbum, quanto merecem!

Hope you enjoy it as much as I did.

Poesia encena poesia em cena

“Quem inventou a seriedade
só podia estar de brincadeira.

Alguém teve que parar de brincar
pra começar a ser sério.

Quem foi essa criança,
que primeiro parou de brincar,
pra começar com seriedades?

Eu não sei. Pergunta difícil, eu sei.

Então eu rodo.

Porque rodar é o antídoto universal
pra curar ideia besta
e parar com conversa
que não vai a lugar nenhum.

Isso eu aprendi com as estrelas.

Que odeiam seriedades. “

Michel Consolação

Poesias e imagens que fazem morrer de amor. Do começo ao fim.

Well tell her that I miss our little talks

Já tem mais ou menos um ano desde que eu vi/ouvi pela primeira vez um clipe/música de Of Monsters and Men. “Love, love, love” me ganhou já no título, aliás, não só, mas juntando com o nome da banda… Pronto, razões de sobra pra dar o play. E aquele som calminho do violão e a voz doce cantando “‘Cause you love, love, love when you know I can’t love you” se tornaram meus vícios do dia.

Quase um ano depois, eu voltei a dedicar um dia todo, todinho para escutar só músicas deles que tanto embalaram esse intervalo de meses. Mas hoje foi bem diferente. Foi como se eu estivesse conhecendo uma nova faceta de “velhas” companhias.
Talvez porque já tem um mês que as coisas mudaram tanto que eu, euzinha, tenho passado semanas sem ligar o som do carro, criar novas playlists e usar os fones.

Eu sempre soube que eu queria muito, muito mesmo, ir a um show deles. Quando estavam para divulgar o line-up do Lolla, eu torcia por eles na mesma intensidade que torcia pela confirmação dos Killers e dos Clube do Cinema de Duas Portas. Enfim, eles vieram. Eu não fui. Foi lindo (pelo menos ou até mesmo vendo as gravações sem emoção do Multishow).
Ficou a lição: nunca mais não ir em um festival que reúna mais de 5 bons motivos, achadinhos musicais, em um mesmo line-up. Por mais que dessa vez, um agravante não me deixaria e eu não ia querer estar lá (mesmo querendo) de qualquer forma.

De toda forma, hoje eu me (re)apaixonei por essa banda que faz um som charminho do tipo “irresistível para pessoas com coração mole”. Ao assistir/ouvir repetidas vezes diferentes full concerts deles ficou a certeza de que quero vivenciar ao vivo a experiência de enjoy a música deles. pura e simplesmente.

Especialmente essa que ganhou um novo sentido. Ficou mais bonita e me traz lembranças e uma saudade que não vai acabar e, eu sei, só vai crescer.

“Well, tell her that I miss our little talks
Soon it will be over and buried with our past
We used to play outside when you were young,
And full of life and full of love

You’re gone, gone, gone away
I watched you disappear
All that’s left is a ghost of you
Now we’re torn, torn, torn apart, there’s nothing we can do
Just let me go, we’ll meet again soon
Now wait, wait, wait for me
Please hang around
I’LL SEE YOU WHEN I FALL ASLEEP
[Little Talks – Of Monsters and Men]

Você não sabia inglês, mas na minha concepção do que vem depois, não tem barreira de pensamento/idioma.

O essencial é invisível aos olhos

“Princípe – Depois que cativei a raposa ficamos juntos por bastante tempo, mas então, um dia, eu tive que dizer adeus…
Raposa – Eu acho que vou chorar.
– Não queria fazer mal pra você, mas você quis que eu a cativasse.
– Eu quis.
– Então você não lucrou nada, não é? Foi tudo uma grande perda de tempo.
– Não. POR VOCÊ TER PERDIDO TANTO TEMPO COMIGO, VOCÊ ME FEZ ME SENTIR MUITO IMPORTANTE.
– Mas agora eu me sinto totalmente responsável por você.
– Devia ter avisado que aconteceria isso. VOCÊ SE TORNA ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVA.

Princípe – Assim que ela disse aquilo, eu finalmente entendi tudo. Ela não era mais pra mim como todas as outras raposas do mundo. EU A CATIVEI E AGORA ELA ERA ÚNICA, PELO MENOS PRA MIM. E minha rosa não era como todas aquelas outras, pois foi ELA QUE EU REGUEI, FOI ELA QUE EU PUS SOB A REDOMA, FOI A ELA QUE ESCUTEI QUEIXAR-SE OU GABAR-SE… AGORA ERA MINHA ROSA, e era responsável por ela e eu tinha que voltar pra tomar conta dela.


– E qual era o segredo?
SOMENTE COM O CORAÇÃO NÓS PODEMOS VER COM CLAREZA. O ESSENCIAL É INVISÍVEL PARA OS OLHOS.

Le Petit Prince – Antoine Saint Exupery

Entre as tantas quotes mais lindas e verdadeiras do mundo, essa. Entre todos os livros mais lindos do mundo, esse. Entre todos os filmes mais lindos do mundo, esse.

Nunca é demais. Hoje, especialmente.

when I’m quiet, people think I’m sad…

Dois dias atrás, quando decidi dedicar meu dia inteiro a ouvir única e exclusivamente Kate Nash descobri (um tanto atrasada) uma música que desde então virou meu novo vicío. Se fosse contar, aposto que ela já tocou mais de 30 vezes desde quando parei para dar atenção ao que a inglesinha, que ganhou minhas playlists há quatro anos, quando vi o delicioso clipe “Foundations”, disparava em uma sequência final frases fortes e que, uma após a outra, ficavam melhor e mais condizentes com algumas das “minhas coisinhas”.

A personalidade, o sarcasmo e o jeito que ela mistura tudo isso com trechos doces e delicados podem lembrar Regininha Spektor e Lily Allen. Ou seja, ponto pra ela!

E sem mais delongas, ficam: música e o trecho – tão adorado – e que me fez querer compartilhar o vídeo aqui.

“I dont know how more people havent got mental health problems
THINKING IS ONE OF THE MOST STRESSFUL THINGS I’VE EVER COME ACROSS
And not being able to articulate what I want to say drives me crazy
I think I should try and read more books
And learn some new words
My sister used to read the dictionary
I’m going to start with that
I’d like to travel
I want to see India, and the pyramids
A whale and that race with all the bicycles in France
I’m not sure about rivers, they scare me
But I love swimming, I’m good at it
And when I swim I count the laps
And this helps me relax.
When I was younger I saw a house burn down
And I walked past it for the next six years
Derelict, black, chalky and dangerous
I wondered if squatters lived there
I’m still not sure but I know there were never any parties cause it was a shithole
After a while the council got around to tidying up the town
They decided it was an eye sore so they tore it down
Behind the house was a wall with a few bits of crappy graffiti and the word ‘CUNTt’ written on it in giant letters
And now I walk past that
I like going to the park
And I like walking through it
I like taking my dogs there
AND FRIENDS, I LIKE BEING ALONE
I LIKE flowers and SIMPLICITY
I like compassion and thoughtful gifts
I like being able to shout
But I wish I could be quiet
WHEN I’M QUIET, PEOPLE THINK I’M SAD
AND USUALLY I AM
Sometimes when I’m at a really noisy train station
One of the ones with the big fat trains like Kings Cross
I feel like putting down my bags and shouting things out because I’ve got something to say
Don’t you want to share the guilt?
Don’t think, just try and sleep”
[Kate Nash – Don’t you want to share the guilt?]

Escritos bonitos

Esses dias, mais precisamente na madrugada de ontem eu resolvi dedicar um pouco do meu – hoje – apertado tempo para ler os escritos atualizados de um dos autores, das poucas leituras que consigo fazer com certa frequencia, com jeitinho e ritmo de escrever dos meus favoritos. Entre os tantos textos sempre muito bem escritos eu, como sempre também, não pude deixar de me identificar com uma ou outra frase, ideia ou situação que vez ou outra fico até na curiosidade de saber se tudo aquilo tem muito ou médio fundo de verdade. Porque acho que por mais que não a descreva, de algum ponto próximo a ela eles devem partir – quando é assim tão cheio de sentimento, tem que vir de algo um tanto verdadeiro. E mesmo que não seja, faz um favor? Deixa eu sempre pensar que é?

Fato é que entre sorrisos e suspiros (muitos), uma ou outra lágrima acha espaço e talvez, com sorte, isso acontece porque ela acha um ponto em comum com alguma verdade – ou não-verdade – triste que ele descreve ali, com palavras que parecem perfeitamente eleitas para compor frases que às vezes conquistam justamente por soarem tão simples!

Nos últimos dias ele escreveu:

“Sabe quando você para pra pensar no sonho de outras pessoas? Aqueles quase impossíveis, tais como virar astronauta, piloto de Fórmula 1, dono de cassino. Tudo isso que as pessoas que hoje são já nasceram precedentes de um contexto que esteja ligado ao sonho. Ou o sonho é continuar o sonho de gerações passadas. Não que eu esteja duvidando da capacidade humana, mas sonhos assim, a longo prazo, se tornam tão vulneráveis quanto a gente se prometendo que hoje, hoje sim vamos dormir cedo. E nunca vamos.

Já os sonhos a curto prazo, ao menos pra mim, são bem mais válidos. Sonhar com uma viagem de fim de ano e ao menos tempo sonhar com ela durante o ano todo. Sonhos que só são sonhos se outra pessoa pode completar. O casamento, por exemplo, em suma sempre será algo bonito. Mas e se não for com aquela pessoa que você ama o suficiente? Aliás, ainda existem pessoas que casam por conforto? Como se a vida fosse realmente se tornar afável se o colo em questão não é o colo que conforta.

Eu tenho medo. De verdade. Não pelo que eu possa sentir, mas por tudo aquilo que alguém demonstra sentir por mim. Ainda mais quando só demonstrar não significa transmitir o real sentimento. Tenho medo porque já fui assim. Já disse coisas que não eram verdades. Já ouvi coisas que eram menos verdades ainda. Mas também sei que não é um medo que me impede, que me sufoca ou que me bane de qualquer coisa que possa florir de novo. E essa é a única metáfora que cabe. Que criei há tempos e nunca soube se eu estava certo: a gente planta a semente lá dentro, rega e vê crescer. Talvez ela sustente. Talvez ela nem tenha cor. Talvez ela não pare de florir.

Mas sabe o que é melhor? Eu sinto. Ainda assim, de longe, eu sinto. E o que sinto não bate e volta como eu achei que aconteceria. Toda essa coisa me abraçou como você me abraçaria. E mesmo quando às vezes a gente se solta, a-coisa-toda não larga do meu corpo. Mas sabe o que é melhor ainda? Ela se agarra em mim em forma do seu cheiro. E é impressionante como eu já sabia como esse texto iria acabar. Só mais outro sonho a curto prazo, mas que sonhei o ano inteiro.”

Qualquer insensatez de hoje em sempre

Achei bonito, de verdade. Como acho quase todos os escritos que leio no blog dele que, por sinal, já li de cabo a rabo em um ou dois dias de tanto que me prendi e me apeguei a sua escrita cativante. Por isso trouxe isso aqui, porque no meu cantinho eu só quero as coisas bonitas e que merecem ser compartilhadas.

Peço desculpa por ter emprestado seus escritos, sem nem pedir autorização ou avisar. Sei como às vezes a gente se apropria de dizeres de outros levando isso para um contexto que não era a intenção de quem escreveu. Mas é aí que mora a beleza disso tudo. Acho, eu. Menino do nome que no lugar do “o” tem um “u” (tipo “Menina bonita do laço de fita”, sabe? – acho que não, mas é que essa é literatura famosa aqui na minha casa, já que foi um dos livrinhos infantis que minha mãe mais lia para minha irmã), se eu pudesse e – claro – tivesse qualquer direito de te fazer um pedido, só pediria que continue escrevendo assim, lindamente. Pelo menos ali, no teu espaço e no teu enxergar das coisas, mesmo o feio e triste fica mais bonito. E fazer isso com o tom sutil e despretensioso que você faz, é para poucos. E bons.

Escritos do Marcus Paulo

http://adjuntosouseparados.blogspot.com.br/

Why can’t I be more conventional?

Chove e eu sinceramente não sei se existe música mais perfeita e adequada que essa para esses dias todos.
Tudo com chuva em dias melancólicos por natureza e na voz da eterna favorita (n.2) fica mais bonito. Até o que é feio, chato e triste.

I’m sentimental, so I walk in the rain
I’ve got some habits even I can’t explain
Could start for the corner, turn up in Spain
But why try to change me now?

I sit and daydream, I’ve got daydreams galore
Cigarette ashes, there they go on the floor
I’ll go away weekends, leave my keys in the door
But why try to change me now?

Why can’t I be more conventional?
People talk, people stare, so I try
But that’s not for me, ‘cause I can’t see
My kind of crazy world go passing me by

So, let people wonder, let ‘em laugh, let ‘em frown
You know I’ll love you till the moon’s upside dow
Don’t you remember I was always your clown?
Why try to change me now?

Fiona making me happy since 2005.

JJAMZ: a banda das bandas

Quando eu comecei a postar no blog eu disse algo sobre o dia, meus dias. Que eles só valem a pena se eu puder lembrar de algo que me fez apaixonar pelo menos uma vez no final da noite.

Por mais que dias estranhos tenham sido comuns, em quase todos deles eu consigo lembrar de algo/alguém que os fez valer. Tanto é que hoje, para não esquecer e para anotar todas as referências que encontro entre uma e outra pesquisa, comecei a – finalmente! – andar com uma cadernetinha por aí – não adianta celular, ipad ou tecnologia qualquer, nada substitui a escrita macia de um bom lápis.

Há dias tenho adiado – culpo a falta de tempo, única e exclusivamente. porque preguiça, eu? jamais! – posts sobre meus recentes vícios ou antigos amores musicais. Até que hoje, vendo o vídeo de divulgação do novo Myspace reparei não só na belezura dos artistas que ganham destaque (Bon Iver, Bird…), mas na trilha que tocava tímida e que aos poucos começou a prender minha atenção. Anoto uma frase da música aqui, outra lá, jogo no google e resultado: música “Heartbeat” de uma banda chamada “JJAMZ“. Play com direito a uns 10 repeats no Youtube até que eu decido que é hora de explorar mais a banda. Deixo uma playlist com todas as músicas disponíveis tocando e no final da manhã eu sabia que ia pesquisar, viciar e render post.

(Já fica o vídeo de Heartbeat, música nenis – impossível não ficar com o refrão “can you feel my heartbeat?” na cabeça – com direito a vídeo bem 80’s)

Lição de casa feita. O JJAMZ é: Elizabeth Berg do The Like, Alex Greenwald do Phantom Planet,  James Valentine do Maroon 5, Jason Boesel do Rilo Kiley e Michael Runion, que já trabalhou com o Mark Ronson. Tem como ser ruim? A mistura de integrantes de tantas diferentes e ótimas bandas? Não. E eu bem desconfiei que aquela voz não era estranha. Só a presença da Elizabeth já valeria (posso desejar infinitamente um corte de cabelo para ela?), mas a combinação toda e a referência que eles tomam (80’s 80’s 80’s) torna tudo ainda melhor. E O “projeto paralelo” das bandas pelas quais eles são reconhecidos já ganhou um álbum, ” Suicide Pact“.

Se o primeiro single vicia, o segundo, mais ainda. “Never Enough” me conquistou mais e de um jeito diferente. O eletro pop da primeira perde espaço nessa que, para mim, tem um drama retrô na música e no vídeo (fofo e com cenários lindos. quero a cozinha e o ladrilhos do banheiro). Enfim, disse muito – como de costume – e a intenção não era – como de costume.

JJAMZ é tipo HAIM, banda linda, com músicas nenis, faz bem ‘pro’ ouvido e ‘pro’ coração.

I just can’t pretend that nothing’s changed.
Can you comprehend just what to say?
If you break my heart a second time,
I might never be the same.

Can you hear my heartbeat?
(Heartbeat – JJAMZ)

nostalgia

“… em grego, a palavra nostalgia significa, literalmente, uma dor por uma velha ferida. É um aperto dentro do coração muito mais poderosa que a própria memória.”

Mad Men, S1E13

A melhor quote e a cena preferida do seriado até o momento. Aliás, em poucos minutos, uma aula.

E impossível falar/pensar em Mad Men sem destacar o figurino. Outra aula.

E o desejo contínuo e eterno de ter vivido nessa época. E a nostalgia dos dias pouco valorizados de anos atrás.

Porque como Fernando Anitelli, em “De ontem em diante” (Teatro Mágico) já poetizou,

“Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem.”